SERVINDO AO POVO DE DEUS E PROMOVENDO A COMUNHÃO
O rapaz que se sente
chamado a ser padre será investido nessa missão com um sacramento especial, que
é a Ordem. A Ordem é um sacramento de Serviço.
A Ordem é a dedicação.
Todo dia precisamos de ajuda de outras pessoas para viver com a gente,
orientar, mostrar o caminho. Essas pessoas nos ajudam a alimentar a fé,
acreditar na esperança, esperar na fraternidade. Tem gente que se dedica a esse
serviço. Vive para isso. O Padre é um exemplo.
A Ordem é o sacramento
graças ao qual a missão confiada por Cristo a seus Apóstolos continua sendo
exercida na Igreja até o fim dos tempos; é, portanto, o sacramento do
ministério apostólico. Comporta três graus: o diaconato, o presbiterado e o
episcopado.
·
O DIACONATO: composto pelos diáconos. Eles são
servidores da comunidade: pregam a Palavra, celebram batizados, representam a
igreja no sacramento do matrimônio. Um homem pode ser ordenado diácono antes de
ser padre. Mas há também diáconos permanentes que podem ser casados e que não
serão padres.
·
O PRESBITERADO: composto pelos padres. O padre age como
ministro no sacramento da Confissão e celebra a missa, tornando presente o
sacrifício salvador de Jesus.
· O EPISCOPADO: composto pelos bispos. O bispo recebe a plenitude (a forma mais completa) do sacramento da Ordem. A ele cabe santificar, ensinar e guiar o povo de Deus.
No antigo testamento, no
livro do Êxodo 28, 12-29, é descrita a vestimenta do sacerdote no culto antigo.
A roupa trazia o nome das doze tribos do povo, escritos em pedras preciosas,
sobre os ombros e no peito. Era uma maneira simbólica de dizer que o sacerdote,
ao subir ao altar, leva seu povo no coração (porque o ama) e o sustenta sobre
os ombros (porque se sente responsável por ele). Hoje não se usa nada disso,
mas a comunidade continua esperando que os seus sacerdotes celebrem o culto a
Deus com profundos sentimentos de amor e responsabilidade pelo povo a que foram
chamados a servir.
A missão do sacerdote é ser uma "seta sinalizadora", ou seja, o sacerdote deve indicar ao povo o caminho à Cristo. Todos os apóstolos que vemos nas Escrituras, são os mesmos diáconos, padres, vigários, bispos e papa que existe nos dias de hoje. O Papa Bento XVI é o sucessor de São Pedro (o primeiro papa), o sacerdote é verdadeiramente, apóstolos que batizam, confessam, crismam, celebram a Santa Missa em nome de JESUS.
Você já teve a
oportunidade de assistir a uma cerimônia de Ordenação? É assim:
·
Tudo
é feito numa missa e o sacramento é ministrado por um Bispo;
·
A
comunidade deve declarar se acha o candidato digno de receber a ordenação. O
bispo explica o que se espera de um sacerdote. Em sinal de humildade, o rapaz
se deita no chão enquanto a comunidade reza por ele;
·
O
bispo impõe as mãos sobre o candidato pedindo a ação do Espírito Santo. Todos
os padres que estiverem presentes repetem o gesto;
·
O
bispo passa óleo nas mãos do novo padre, sinal usado deste o Antigo Testamento
para indicar que Deus escolheu alguém para uma missão especial;
· O padre recebe a ESTOLA (símbolo da autoridade para celebrar, perdoar, reunir o povo), a patena com pão, o cálice com vinho, e começa a celebrar aquela missa junto com os outros sacerdotes. No fim da missa ele dará sua primeira benção como padre.
A partir daí sua função é
tornar Cristo presente nos sacramentos, ensinar, animar a comunidade e
valorizar o trabalho e os dons de todos os cristãos que, junto com ele, vão ser
operários da colheita do Senhor.
A enfermidade e o
sofrimento sempre estiveram entre os problemas mais graves da vida humana. Ela
pode causar as mais contraditórias reações: desde a angústia, o desespero e a
revolta contra Deus, até mesmo uma busca de Deus e uma volta e uma sincera
conversão a Ele.
Na situação de doença
grave, a pessoa humana se lança desesperadamente em busca de uma solução;
aceita qualquer tipo de medicação, perde o medo das injeções; dos remédios
amargos, das cirurgias mais complicadas. O doente aceita tudo, até mesmo uma
longa baixa hospitalar. Também soluções mágicas e mirabolantes. Muitas pessoas,
nesta hora, trocam de religião, em busca de uma solução. Por isso, é tão
importante uma boa pastoral da saúde. É preciso apresentar ao doente os
recursos que a Igreja dispõe para auxiliar os enfermos: a bênção da saúde, a
oração da comunidade e sobretudo a UNÇÃO DOS ENFERMOS.
A
BÍBLIA E OS DOENTES
O homem do Antigo
Testamento vive a doença diante de Deus. É típico o Salmo 38, onde o doente
desabafa sua queixa diante da enfermidade e, ao mesmo tempo, implora a cura,
dispondo-se até à conversão, na esperança de que o perdão de Deus lhe traria a
recuperação da saúde.
Já o Novo Testamento nos
apresenta Jesus Cristo como o médico das almas e dos corpos. Ele veio curar o
homem inteiro. Faz inúmeras curas e perdoa os pecados de muitos. Teve uma tal
predileção pelos doentes que chega a se identificar com eles: “Estive
doente e me visitaste” (Mt 25,36).
Muitas vezes Jesus pede
aos enfermos que creiam. Serve-se de sinais para curar: saliva e imposição das
mãos. São gestos concretos que demonstram que Jesus esta combatendo a doença
para recuperar a saúde. Os doentes procuram tocá-lo “porque dele saía uma força
que curava a todos” (Lc 6,19). Comovido com tantos sofrimentos, Jesus não
apenas se deixa tocar pelos doentes, mas assume misérias: “Ele levou nossas enfermidades e
carregou nossas doenças” (Mt 8,17).
CURAI
OS ENFERMOS
Cristo convida seus
discípulos a segui-lo, tomando cada um a sua cruz. Ora, assumindo a cruz,
teriam nova visão da doença e dos doentes. Jesus os associa à sua vida pobre e
faz com que participem do seu ministério de compaixão e de cura: “Partindo,
eles pregavam que todos se arrependessem. E expulsavam muitos demônios e
curavam muitos enfermos” (Mc 16,12-13).
Depois da ressurreição,
Cristo renova este envio: “Em meu nome... eles imporão as mãos sobre os
enfermos e estes ficarão curados” (Mc 16,17-18). E foi o que realmente
aconteceu: Pedro curou o paralítico no pórtico Formosa (At 3,6) e a milagrosa
cura de Enéas (At 9,34).
De fato, aos apóstolos,
Jesus tinha dito claramente: “Curai os doentes” (Mt 10,8). Já na Igreja
Primitiva, ainda na era apostólica, os doentes eram uma preocupação constante.
Sabe-se que, já no primeiro século, havia o costume de levar a Eucaristia para
os doentes (o viático, isto é, o pão para a viagem) e também existia um rito
especial para ungir os enfermos. Este testemunho nós tiramos da carta de São
Tiago: “Alguém dentre vós está doente? Mandem chamar os presbíteros da Igreja
para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé
salvará o doente e o Senhor o porá de pé, e se tiver cometido pecados, estes
lhe serão perdoados” (Tg. 5,14-15). Foi
a partir deste testemunho tão claro que a Igreja, no Concílio de Trento,
reconheceu, neste rito, um dos sete sacramentos.
UM
SACRAMENTO PARA OS ENFERMOS
O Concílio de Trento
afirma claramente que Jesus Cristo instituiu este sacramento e o confiou aos apóstolos
que já utilizavam esta prática durante a própria vida pública de Jesus. É o que
se lê em Mc 6,13: “Eles curavam muitos enfermos, derramando óleo sobre a
cabeça”.
Em 1972, o saudoso Papa
Paulo VI escreveu uma Constituição Apostólica chamada Sacran Unctionem
Informorum, onde diz claramente: “O sacramento da Unção dos Enfermos é
conferido às pessoas acometidas de doenças perigosas, ungindo-as na fronte e
nas mãos com óleo devidamente consagrado, dizendo uma só vez: Por esta santa
unção e pela piíssima misericórdia, o Senhor venha em teu auxílio com a graça
do Espírito Santo, para que, liberto dos teus pecados, ele te salve e, na sua
bondade, alivie os teus sofrimentos”.
A partir desta orientação
oficial da Igreja, a unção dos enfermos pode ser conferida às pessoas
acometidas de doenças graves, diante de uma cirurgia perigosa ou grande
debilitação física, devido à idade. Mas, se a pessoa recobrar a saúde, pode, em
caso de uma recaída, receber de novo o sacramento da unção.
Antigamente, o sacramento
da unção dos enfermos era chamado sacramento da Extrema Unção dos Enfermos, foi
trocado o nome, pois muitos vinham a caracterizá-lo como o “sacramento da
morte”, não sendo bem assim. Inúmeros são aqueles que já receberam o sacramento
da Unção dos Enfermos mais de duas vezes e estão vivos até hoje.
O
MINISTRO DA UNÇÃO
Trata-se de uma celebração
litúrgica e comunitária. É importante a presença de uma pequena assembleia,
principalmente dos familiares, onde todos participam e rezam pela saúde do
enfermo.
O catecismo recomenda que
seja celebrada dentro da Eucaristia, com a participação da comunidade paroquial.
Entretanto, na prática, muitas vezes o doente se encontra dentro de um quarto
ou enfermaria de hospital, onde poucas pessoas podem entrar e a celebração se
torna difícil. Mesmo assim, é importante que seja celebrado com toda a
solenidade: uma boa liturgia da Palavra, precedida por um ato penitencial. As
palavras de Cristo e o testemunho dos apóstolos devem despertar a fé do enfermo
e da comunidade para pedir ao Senhor a força do seu Espírito. Os elementos
constitutivos ou os sinais visíveis do sacramento da unção são: a presença do
sacerdote, a leitura e explicação da Palavra de Deus, a imposição das mãos e a
unção com o óleo especialmente abençoado pelo bispo.
A unção dos enfermos
confere o Dom particular do Espírito Santo. Esta é a principal graça deste
sacramento. E ela
dá ao doente força e coragem para lutar contra a enfermidade. O Espírito Santo
então renova a confiança em Deus e fortalece contra as tentações de desânimo e
medo da morte. Em muitos casos, a pessoa melhora a partir desta celebração.
Outra consequência é o
perdão dos pecados. Se o doente está sinceramente arrependido, não tem mais
condições para a confissão de suas culpas, a unção realmente lhe perdoa todas
as suas falhas. Isto traz imediatamente um alívio e a sensação de estar livre
dos pecados e em profunda paz com o Senhor.
Além disso, o doente fica
mais unido à paixão de Cristo. Pela graça deste sacramento, o enfermo recebe a
força e o dom de unir-se mais intimamente à paixão de Cristo, de certa forma, o
sofrimento recebe um sentido novo; torna-se participação na obra salvífica de
Cristo. E a partir de então, o doente passa a contribuir para a santificação da
igreja e para o bem de todos os homens pelos quais a igreja sofre e se oferece
por Cristo a Deus.
Finalmente, se o doente não
está mais em condições de recuperar a saúde, então o sacramento torna-se
preparação para a última viagem. Assim como os outros sacramentos sempre ajudam
a viver melhor, a enfrentar o mal e o pecado, este sacramento nos ajuda também
na passagem para a outra vida.
É a hora em que a pessoa
precisa muito da força de Deus para aceitar que a missão terminou, neste mundo,
e que é a hora de partir para a definitiva vida, na ressurreição.
Jesus mostra seu grande
sentimento de solidariedade para com os enfermos.
ATIVIDADE
1. Complete o esquema:
|
SACRAMENTO
DA ORDEM |
|
|
SINAIS |
SIGNIFICADOS |
|
Imposição das
mãos |
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|
Oração de
consagração |
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Gestos e ritos
litúrgicos |
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|
Recebimento
dos DONS sacramentais |
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|
Voto de
obediência e serviço |
|
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SACRAMENTO
UNÇÃO DOS ENFERMOS / EXTREMA UNÇÃO |
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SINAIS |
SIGNIFICADOS |
|
Unção com óleo |
|
|
Oração de
consolação e cura |
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|
Perdão dos
pecados |
|
|
Fortalecimento
espiritual |
|
|
Comunhão com a
Igreja |
|




