Dom Odilo expressa sua opinião
sobre as atividades na catequese
Dom Odilo, em sua reflexão, ressalta a
importância da didática catequética e do leigo responsável por transmitir o
evangelho de Cristo. Na última semana de agosto, está em destaque a vocação dos
cristãos leigos. Entre elas, as muitas maneiras como eles participam da vida e
da missão da Igreja. A Igreja é formada por um imenso “povo de batizados”, um
“povo de vocacionados”. Cada um recebeu de Deus um dom para o seu próprio
proveito, mas também para o proveito da Igreja inteira. Portanto, recebemos os
dons em função de missões que devemos cumprir.
Dois são os vastos campos da vida e
da missão da Igreja onde os leigos são chamados a participar: na vida interna
da Igreja, eles exercem diversos ministérios não ordenados e também partilham,
com o clero, as responsabilidades pelo anúncio do Evangelho, a organização dos
vários serviços nas comunidades e o testemunho da vida cristã.
O outro vastíssimo campo da missão dos
leigos é o “mundo secular”. Nesse campo, eles são cidadãos ao lado dos demais
cidadãos, encarregados de promover a “obra boa” em relação à vida familiar e
matrimonial, à educação, à cultura e ao trabalho profissional, às
responsabilidades públicas e políticas. Contudo, os leigos são mensageiros do
Evangelho pela palavra, a ação e o testemunho nos ambientes do “mundo”, onde a
Igreja não está presente como instituição.
Os leigos na missão
Os cristãos
leigos têm a missão, em nome da Igreja, de edificar o mundo conforme o reino de
Deus. Em todas as instâncias da vida e da atividade humana em que estão
inseridos, eles devem fazer levar a luz, o sal e o fermento do Evangelho de
Cristo. São testemunhas de Deus e ajudam as pessoas a se encaminharem para
Deus. E cabe-lhes a missão nada fácil de fazer a síntese entre a fé professada
e a vida de cada dia.
Entre os
leigos que desempenham serviços na vida interna da Igreja lembramos
especialmente os catequistas. Eles têm a missão de ajudar os irmãos na
iniciação à vida cristã e na fé da Igreja Católica. São pedagogos da fé, que
ajudam crianças, adolescentes, jovens e adultos a conhecerem os mistérios da fé
e da vida cristã e os introduzem, pouco a pouco, na vida da comunidade
eclesial.
A fé e a vida cristã despertam do encontro com Deus e com Jesus
Cristo Salvador. Por isso, a ação dos catequistas tem o objetivo de ajudar as
pessoas a terem esse encontro com Deus. Seja através do conhecimento das
verdades da fé e através da prática cristã. Os catequistas ajudam a fazer a
experiência da fé vivida, conforme o convite do salmo: “provai e vede como o
Senhor é bom!” (Sl 33/34).
A catequese e
a evangelização
A catequese
é um aspecto fundamental da evangelização e não pode faltar em nenhuma paróquia
ou comunidade cristã. Ela possui diversos momentos. Eles vão do “primeiro
anúncio”, ou querigma, ao aprofundamento do conhecimento e da adesão de fé, e
deve levar à maturidade da fé, que se traduz na vida cristã coerente e na
prática das virtudes e das bem-aventuranças. De fato, a catequese continua ao
longo de toda a vida e requer sempre novos aprofundamentos diante das situações
e circunstâncias novas da vida.
A boa
catequese não pode ater-se apenas ao conhecimento intelectual da fé e da
religião. No entanto, precisa ser orientada necessariamente à prática da vida
cristã: deve levar à oração, nas suas múltiplas formas; à vida moral coerente
com os mandamentos de Deus e com os ensinamentos de Jesus; deve levar à prática
das virtudes, à vida honesta e ao envolvimento social para a edificação do
mundo “conforme Deus”.
Participação da comunidade
Para Dom
Odilo, a catequese deve também levar à participação ativa e generosa na vida e
na missão da comunidade cristã. O caminho da catequese não pode deixar de ser
um caminho paciente e perseverante de inserção na comunidade eclesial, onde os
católicos se sentem como em sua casa e em sua família. Por isso, a catequese
não pode deixar de apresentar uma boa e correta visão da Igreja de Cristo. Os
catequizandos também são parte e devem sentir-se participantes. A catequese
seria muito incompleta se não conseguisse transmitir também um amor sincero e
filial à Igreja.
O sínodo
arquidiocesano que estamos realizando deverá fazer uma boa avaliação sobre a
situação real da catequese em nossas paróquias e comunidades. A catequese é uma
ação prioritária da Igreja e deve merecer o melhor de nossas atenções. Sendo
assim, se ela for falha, estaremos colocando seriamente em risco o futuro da
evangelização e da transmissão da fé cristã.
Fonte: CNBB
