SACRAMENTO DA EUCARISTIA

EUCARISTIA – O ALIMENTO DO CRISTÃO

Todos sabem que o ser vivo necessita de alimento. A pessoa humana não escapa a esta regra.


Só existe vida humana digna quando há condições para receber uma alimentação suficiente e sadia.

Um dos grandes problemas da atualidade é precisamente a subnutrição, isto é, a situação de milhões de pessoas que não tem alimentação digna. É um quadro terrível, presente em todos os países subdesenvolvidos, nos “cinturões de miséria” que circundam as nossas grandes e médias cidades ou aqueles que estão mesmo à margem de toda a sociedade, vivendo ao relento, comendo o que encontram nos lixos das cidades.

A ausência de uma digna alimentação esta na raiz de muitos outros males, o que significa dizer que a partir da fome temos um verdadeiro círculo vicioso: não se alimenta, vive doente, não consegue trabalhar, não tem dinheiro para se alimentar, etc.

Jesus Cristo que conhecia estas leis da natureza e experimentou pessoalmente a vida humana, onde o alimento é essencial, instituiu um sacramento que se celebra em torno da mesa e que alimenta a vida nova iniciada pelo Batismo.

Aliás, a instituição da Eucaristia foi longamente preparada. Já no Antigo Testamento, em diversas ocasiões, Deus alimenta o seu povo: o maná do deserto (Ex 16,12-14); o pão do profeta (2Rs 4,42-44) ou o pão de Elias (1Rs 19,6-8). No Novo Testamento, as duas multiplicações são uma preparação próxima para um novo pão que virá saciar a fome espiritual. O discurso eucarístico (Jo 6,25-59) dá esta explicação. Haverá um pão que matará a fome espiritual e dará forças para viver eternamente.

A INSTITUIÇÃO DA EUCARISTIA

Precisamente, no contexto de uma refeição, com os seus mais próximos amigos, aos quais veio para servir (sentido do lava pés), Jesus instituiu a Eucaristia: “Como tenho desejado comer este jantar de Páscoa com vocês, antes do meu sofrimento... tomai e comei, isto é o meu corpo... tomai e bebei este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança que será derramado por vós... fazei isto em memória de Mim” (Lc 22,14-19).

Olhando atentamente para este texto, hoje ainda repetido em cada celebração, se percebe claramente que este é um alimento para os amigos do Senhor. É com os amigos que Ele reparte o pão. Em nossa experiência humana percebemos que hoje ainda é assim. Para a mesa, a gente convida os amigos. O pai reparte o pão com os filhos. Só quem é muito amigo nós convidamos para a mesa, para uma refeição em comum.

De outra parte, é preciso chamar a atenção para a conclusão do texto. É um verdadeiro mandato do Senhor. Jesus de fato manda “fazer isto” sempre de novo. A Igreja, que continua celebrando a Eucaristia, segue o mandato do Senhor e convida para as suas celebrações todos aqueles que hoje querem ser amigos do Senhor, seguidores de Jesus Cristo.


CENTRO DA VIDA CRISTÃ

Memorial da morte e ressurreição de Jesus

O fato mais importante do cristianismo é a morte e ressurreição de Jesus. Quando os cristãos se reúnem para celebrar a eucaristia, relembram e tornam presente a morte e a ressurreição de Jesus.

E o fazem repetindo os mesmos gestos e as mesmas palavras de Jesus na última ceia. Naquela ocasião, ele se reuniu com seus discípulos e, de um modo misterioso, antecipou sua morte, dando-lhes como alimento seu corpo e sangue.

Por isso, a eucaristia é o verdadeiro sacrifício. Nela relembramos e renovamos o sacrifício de Jesus na cruz.

É também banquete: relembramos e renovamos a última ceia, comendo simbolicamente o corpo de Jesus e bebendo simbolicamente seu sangue.

Nós a chamamos de eucaristia, que quer dizer ação de graça, porque nela damos graças a Deus, que nos salvou por meio da morte e ressurreição de seu Filho.

A MISSA DE HOJE

Se os cristãos celebram a Eucaristia desde as origens, e sob uma forma que, na sua substância, não sofreu alteração através da grande diversidade dos tempos e das liturgias, é porque temos consciência de estarmos ligados ao mandato do Senhor, dado na véspera de sua paixão: “Fazei isto em memória de mim”. E continua observando o catecismo da Igreja Católica, esta ordem do Senhor, cumprimo-la celebrando o memorial do seu sacrifício. Aos fazermos isto, oferecemos ao Pai o que Ele mesmo nos deu: os dons da criação, o pão e o vinho que, pelo poder do Espírito Santo e pelas palavras de Cristo se tornam o Corpo e o Sangue de Jesus: este se faz, assim, real e misteriosamente presente.

Por isso precisamos considerar a Eucaristia como:

·      Ação de graças e louvor ao Pai;

·      Memorial sacrifical de Cristo e do seu Corpo;

·      Presença de Cristo pelo poder da sua Palavra e do seu Espírito.

O BANQUETE PASCAL E SEUS FRUTOS

A missa é, ao mesmo tempo e inseparavelmente, o memorial sacrifical no qual se perpetua o sacrifício da cruz e o banquete sagrado da comunhão ao Corpo e ao Sangue do Senhor. Mas a celebração do Sacrifício Eucarístico está toda orientada para a união íntima dos fiéis com Cristo pela Comunhão. Comungar é receber o próprio Cristo que se ofereceu por nós.

A comunhão aumenta a nossa união com Cristo. Receber a Eucaristia na comunhão traz como fruto principal a união íntima como Cristo Jesus disse: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (Jo 6,56). A vida em Cristo tem o seu fundamento no banquete eucarístico: “Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, também aquele que de mim se alimenta viverá por mim” (Jo 6,57).

A comunhão separa-nos do pecado. O corpo de Cristo que recebemos na comunhão é “entregue por nós” e o sangue que bebemos é “derramado por muitos para a remissão do pecado”. É por isso que a Eucaristia não pode unir-nos a Cristo sem purificar-nos ao mesmo tempo dos pecados cometidos e sem preservar-nos dos pecados futuros.

A Eucaristia faz a Igreja: unidade do corpo místico. Os que recebem o Corpo de Cristo estão unidos mais intimamente a Ele. Por isso mesmo, Cristo une a todos os fiéis em um só corpo, a Igreja. A comunhão renova, fortalece e aprofunda esta incorporação à Igreja, realizada já pelo Batismo.

A Eucaristia nos compromete com os pobres. Para receber na verdade o Corpo e o Sangue de Cristo entregues por nós, devemos reconhecer o Cristo nos mais pobres, seus irmãos (MT 25,40).

A Eucaristia é a unidade dos Cristãos: diante da grandeza deste mistério, Santo Agostinho exclama: “Ó Sacramento da Piedade! Ó Sacramento, da Unidade! Ó Vínculo da Caridade!” Quanto mais dolorosas se fazem sentir as divisões da Igreja que rompem a participação à mesa do Senhor, tanto mais presentes são as orações do Senhor para que voltem os dias da unidade completa de todos os que Nele crêem.

POR QUE COMUNGAMOS SOMENTE UMA ESPÉCIE?

Esta é uma dúvida muito frequente entre os católicos. Sua resposta é lógica e muito simples. Vejam: a Comunhão sob uma ou duas espécies não constitui essencial diferença já que em cada pedacinho de pão e em cada gota de vinho consagrados recebemos Jesus inteiro, vivo e ressuscitado; como consta claramente de suas palavras (Jo 6,51-56): “Eu sou o Pão vivo que desceu do céu... e o Pão que Eu hei de dar é a minha carne... Quem come a minha carne e bebe o meu sangue, permanece em Mim e Eu nele”. Claro, não é um pouquinho de carne ou sangue que recebemos na Santa Comunhão, mas o “EU” de Jesus: a Pessoa do Filho de Deus Encarnado – nosso Salvador.

Lembremos também, que a Eucaristia é o Corpo Vivo de Jesus. Por acaso, existe corpo vivo sem sangue? Ou seja, quando recebemos o Corpo, estamos recebendo Jesus por inteiro. O ato de não recebermos o Sangue, é somente por praticidade, ou seja, em uma celebração com muitas pessoas, pode-se correr o risco de um “esbarrão”, causando o derramamento do Sangue de Cristo. Por isso, comungamos normalmente o Corpo, que representa Jesus inteiro (Corpo, Sangue, Alma e Divindade).

4. Complete o esquema:

SACRAMENTO DA EUCARISTIA

SINAIS

SIGNIFICADOS

PÃO E VINHO

 

TRANSUBSTANCIAÇÃO

 

COMUNHÃO

 

OFERENDAS

 

RITOS E GESTOS LITÚRGICOS

 

 

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