Ser catequista é ser presença de Deus na
vida dos catequizandos
Todos os catequistas são chamados, pela essência de sua vocação, a olhar
para Jesus e a inspirar-se na sua prática. Jesus é o modelo de catequista que
nos confere uma identidade e nos molda o coração à sua semelhança. Olhando para
Ele, para o seu jeito de ser e fazer não conseguimos ficar parados, pois o seu
agir nos encanta e nos transmite princípios e valores capazes de nos provocar
para o exercício do nosso ministério, impulsionando-nos para exercer bem a
nossa missão e nela encontrar nossa realização e alegria.
Jesus, como
modelo de um catequista missionário, percorria as casas, vilas e cidades
acompanhado de um grupo de amigos. Seu agir e sua postura eram marcadas pelo
entusiasmo e pelo vigor profético, trazendo consigo as ideias de transformação
das pessoas e de mudanças das estruturas e da sociedade.
Seja atento aos chamados!
Assim
também somos nós catequistas, envolvidos na catequese como ministério vital,
pessoas que atendem ao chamado da comunidade para sermos instrumentos de
instrução, de formação e de transformação.
Precisamos estar atentos a todos
aqueles que nos procuram nas paróquias, mas também atentos a todos aqueles que
não nos procuram, por sermos nós quem devemos ir ao seu encontro. Somos
chamados a estar atentos à realidade de cada um, considerando que todos nós
somos semeados pela graça quando partilhamos nossas experiências e que
florescemos “como a flor do campo” que ao roçar-lhe um vento, desaparece, (Sl
103,15-16), para deixar o amor de Deus florescer no coração do outro. Nós,
catequistas, mostramos nosso amor ao nos dispormos a nos doar, a fim de nutrir
o crescimento espiritual de outras pessoas e de nós mesmos, contribuindo para a
edificação do corpo de Cristo no nosso meio.
Essa é a nossa missão
A Palavra
do Senhor não falha e nós, catequistas, pelo ensino e partilha, compartilhamos
essa promessa. O Papa Francisco está sempre a nos dizer que devemos ter
coragem, sermos ousados, comprometidos e caminhar com alegria. Na alegria de
evangelizar, lembremos as palavras do profeta Isaias que diz:
“Pois, como desce a chuva ou a neve, do
alto dos céus,
Não voltando para lá sem ter saturado a terra, sem tê-la feito dar à luz e deitar botões,
Sem ter dado semente ao semeador e alimento ao que come,
Assim se comporta a minha palavra
Desde que sai da minha boca:
Ela não volta para mim sem resultado,
Sem ter executado o que me agrada
E coroado de êxodo aquilo para que eu a enviara”
Não voltando para lá sem ter saturado a terra, sem tê-la feito dar à luz e deitar botões,
Sem ter dado semente ao semeador e alimento ao que come,
Assim se comporta a minha palavra
Desde que sai da minha boca:
Ela não volta para mim sem resultado,
Sem ter executado o que me agrada
E coroado de êxodo aquilo para que eu a enviara”
(Is 55,10-11).
A Palavra do Senhor
não falha e nós, catequistas, pelo ensino e partilha, compartilhamos essa
promessa. Essa é a nossa missão.
Que
continuemos na jornada que é realmente uma peregrinação. Aceitemos o convite do
Papa Francisco que convoca todo o povo de Deus a continuar a missão de levar ao
mundo a esperança e a salvação: ser sinal do amor de Deus que chama todos à
amizade com Ele; a ser fermento que faz levedar toda a massa, sal que dá sabor
e que preserva da corrupção, ser luz que ilumina.
Que todos juntos possamos ser Igreja
“Povo de Deus”, que em nossas relações formemos todos um corpo vital,“Corpo de Cristo”.
Como pedras vivas do edifício de Deus, profundamente unidas a Cristo, pedra
fundamental, sejamos o “Templo do Espírito”. Partícipes do processo de
Iniciação Cristã, somos configurados ao Senhor e nos tornamos sinal vivo da sua
presença e do seu amor.
