Ser Catequista é uma vocação, um chamado!
Ser
catequista não é uma profissão, mas uma vocação. Isso é o que afirma o Papa
Francisco na mensagem enviada aos participantes do Simpósio Internacional sobre
Catequese, em andamento na Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade
Católica Argentina (UCA), em Buenos Aires. A mensagem foi divulgada nesta
quarta-feira, 12, pelo Vaticano.
No texto, o Pontífice cita um diálogo de São Francisco de
Assis com um de seus seguidores, que queria aprender a pregar. O santo lhe diz:
Quando visitamos os enfermos, ajudamos as crianças e damos de comer aos pobres
já estamos pregando. “Nesta lição, está contida a vocação e a tarefa do
catequista”, escreve o Papa.
Qual a
importância dos pais incentivarem os filhos a irem à catequese?
Em
primeiro lugar, a catequese não é um trabalho ou uma tarefa externa à pessoa do
catequista. Entretanto, se “é” catequista e toda a vida gira em torno desta
missão. De fato, “ser” catequista é uma vocação de serviço na Igreja. Ela foi
recebida como dom do Senhor para ser transmitido aos demais. Por isso, o
catequista deve constantemente regressar àquele primeiro anúncio ou “kerygma”,
que é o dom que transformou a própria vida. Para Francisco, este anúncio deve
acompanhar a fé que já está presente na religiosidade do povo.
O
catequista, acrescentou o Papa, caminha a partir de Cristo e com Ele. Não é uma
pessoa que parte de suas próprias ideias e gostos, mas se deixa olhar por Ele.
Portanto, é este olhar que faz arder o coração.
Catequese
“mistagógica”
Francisco
compara este dinamismo do amor com os movimentos cardíacos: sístole e diástole,
se concentra para se encontrar com o Senhor e imediatamente se abre para pregar
Jesus. O exemplo fez do próprio Jesus, que se retirava para rezar ao Pai e logo
saía ao encontro das pessoas sedentas de Deus. Daqui nasce a importância da
catequese “mistagógica”, que é o encontro constante com a Palavra e os sacramentos
e não algo meramente ocasional.
Dicas para um bom encontro de catequese: seja testemunha e porta-voz
Criatividade
E
na hora de pregar, Francisco pede que os catequistas sejam criativos. Que
busquem diferentes meios e formas para anunciar a Cristo. “Os meios podem ser
diferentes, mas o importante é ter presente o estilo de Jesus, que se adaptava
às pessoas que tinha à sua frente. É preciso saber mudar, adaptar-se, para que
a mensagem seja mais próxima, mesmo quando é sempre a mesma, porque Deus não
muda, mas renova todas as coisas Nele.
O
Papa conclui agradecendo a todos os catequistas pelo que fazem, mas sobretudo
porque caminham com o Povo de Deus. “Eu os encorajo a serem alegres
mensageiros, custódios do bem e da beleza que resplandecem na vida fiel do
discípulo missionário”.
O
Simpósio Internacional sobre Catequese teve início no dia 11 de julho e
prossegue até o dia 14. O encontro tem como tema “Bem-aventurados os que
creem”. Entre os conferencistas estão o arcebispo Luis Francisco Ladaria sj,
prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Mons. José Ruiz Arenas,
Secretário do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.
Fonte: Canção
Nova
